PRIMEIRA AULA VIRTUAL EAD CURSO DE NEUROCIÊNCIA
Professor César Augusto Venâncio da Silva
CURSO DE NEUROCIÊNCIA
AEE-CAEE INESPEC. Fevereiro de 2015.
Calendário.
Sexta(s), dias - 06, 13, 20 e 27.
Carga Horária; 32 horas.
A memória é a capacidade de adquirir (aquisição), armazenar (consolidação) e recuperar (evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial).
Assim, para aspectos teleólogico podemos de forma geral dizer que, armazenamento é o ato ou efeito de armazenar, guardar, juntar qualquer coisa em algum lugar de forma que seja possível resgatá-la, consultá-la, usá-la ou consumi-la posteriormente. Pode-se armazenar diversos produtos, desde sólidos, líquidos ou gases. O armazenamento de sementes e materiais de propagação necessitam de condições especiais de estocagem.
Esse conceito em si não oferece uma base interpretativa para
o neurocientista em formação. Então vamos ampliar os campos. Por exemplo: na
informática chamamos de armazenamento o ato de armazenar informações em algum
dispositivo físico. Um dispositivo de armazenamento é um hardware capaz de armazenar
uma quantidade considerável de informação. Nos seres vivos, podemos dizer(Na
psicologia) que o armazenamento é a capacidade que os seres vivos têm de
guardar ou arquivar de forma organizada conhecimento ou informação que foi
adquirida. Para que se tenha o armazenamento, é necessário que a aquisição
tenha ocorrido de forma correta e completa para que só assim possa ser colocada
na memória.
Inicialmente vamos entender o que é a Psicologia: conjunto
de disciplinas acadêmicas, clínicas e industriais relativas à explicação e
previsão do comportamento, pensamento, emoções, motivações, relacionamentos,
potenciais e patologias.
Esquecer um número de telefone, o que almoçou na semana
passada ou onde anotou um endereço importante é normal. Entretanto, colocar a
culpa desses esquecimentos na memória nem sempre está correto. Muitas vezes o
problema é a falta de atenção.
A memória é uma forma de registrar informações, como se
fosse um arquivo e, como todo processo de arquivamento, exige atenção. No livro Questões sobre memória, o médico
Iván Izquierdo, do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul (PUC-RS), define memória como a aquisição, conservação e evocação
de informações. O aprendizado é a aquisição dos dados e as lembranças são a
evocação do que foi armazenado; logo, o esquecimento é a falta de evocação. Para
absorver e registrar informações que possam ser lembradas é preciso estar
atento. As informações absorvidas com atenção são julgadas como úteis pelo
cérebro e, por isso, armazenadas.
Será que esse é o limite para entendimento do conceito?
Em um indivíduo sem distúrbios e transtornos
neuropsiquiátricos talvez esse conceito possa ser bem colocado.
E nos pacientes com distúrbios
e transtornos neuropsiquiátricos ?
Mecanismos de
funcionamento
A memória é um processo complexo que utiliza os cinco
sentidos para captar informações e envolve diferentes habilidades e estágios.
Falhas em qualquer uma das etapas podem resultar na perda da informação.
Atenção: habilidade de estar atento para absorver as
informações.
Registro / Codificação: registro inicial da informação,
assim que é recebida pelo cérebro. Nesse estágio é determinado se o dado será
armazenado ou não e isso vai depender da atenção despendida e do quanto a
informação é significativa.
Armazenamento: se a informação foi registrada, ficará
armazenada na memória de longo prazo.
Consolidação: processo de utilização da informação que foi
armazenada. Caso um dado não seja utilizado com freqüência, será descartado
pelo cérebro.
Evocação / Lembrança: resgate da informação, seja
voluntariamente ou porque se fez necessária em algum momento.
A cada informação, uma memória.
É possível classificar a memória de duas formas.
De acordo com a duração da informação:
Memória de trabalho.
Estágio inicial que depende da atenção, dura pouco tempo
depois de terminado o evento a que se refere. É utilizada para guardar um
número de telefone enquanto está sendo discado. Logo depois, o número é
descartado pelo cérebro.
Memória de curta duração ou recente.
O cérebro armazena a informação tempo suficiente para que
ela seja utilizada – isso pode corresponder a minutos, horas e até dias. A
informação guardada pode ser algo lido no jornal, por exemplo.
Memória de longa duração.
Responsável pela lembrança de episódios ou fatos que
aconteceram no passado, também é chamada de memória autobiográfica.
De acordo com o conteúdo da informação ou a função:
Memória prospectiva.
Dá a capacidade de lembrar o que deve ser feito no futuro e
exige planejamento. Com essa memória é possível saber que há uma reunião
marcada para as sete horas.
Memória verbal.
Lembrança de eventos que envolvem palavras como, por
exemplo, uma história contada por alguém ou a
letra de uma música.
Memória Visual.
Utilizada para lembrar-se de figuras ou imagens.
Memória de procedimento.
Envolve a lembrança de um procedimento associado a uma
habilidade motora ou hábito, como andar de bicicleta, nadar ou dirigir.
No Centro de Atendimento Educacional Especializado do
INESPEC, CAEE. Esse curso objetiva instigar os professores especialistas, a
partir do conhecimento a identificar as Falhas freqüentes na perca da memória.
Seja no conceito sociológico, seja, e principalmente no campo da neurobiologia,
ou neurociência aplicada.
Temos alunos com Síndrome de Down. Será que se aplica o
nobre conceito do Dr. Iván Izquierdo, do Centro de Memória da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)?
E a memória na Síndrome do DOWN?
Veremos mais a frente.
Agora, vamos ver alguns pontos relevantes na falhas
fisiológicas da memória.
No Centro de Atendimento
Educacional Especializado do INESPEC, CAEE. Esse curso objetiva instigar os
professores especialistas, a partir do conhecimento a identificar as Falhas
freqüentes na perca da memória. Seja no conceito sociológico, seja, e
principalmente no campo da neurobiologia, ou neurociência aplicada.
Temos alunos com Síndrome de
Down. Será que se aplica o nobre conceito do Dr. Iván Izquierdo, do Centro de
Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)?
E a memória na Síndrome do DOWN?
Veremos mais a frente.
Agora, vamos ver alguns pontos
relevantes na falhas fisiológicas da memória.
Em geral, os problemas de memória
começam a se apresentar depois dos 60 anos. Nas pessoas mais jovens, as falhas freqüentes
estão relacionadas a outros problemas, como distúrbios do sono ou déficit de
atenção. “Quem dorme mal, pode mostrar-se mais irritado e com menor capacidade
de concentração durante o dia, o que vai incidir diretamente na memória”,
explica a pesquisadora Camila Prade, neuropsicóloga do Centro de Reabilitação
do HIAE.
Segundo a neuropsicóloga, a
atenção é uma das funções mentais mais atingidas em casos de estresse,
depressão, ansiedade e fadiga e, por conseqüência, os problemas começam a
aparecer na memória. “Quando lidamos com muitas informações, nosso cérebro
prioriza algumas e descarta outras, assim detalhes como ‘onde está a chave do carro’
podem ser esquecidos e confundidos com problemas de memória”.
Doenças degenerativas.
Muitas doenças chamadas de
"degenerativas" são responsáveis por quadros demenciais, entre elas: Doença de Alzheimer,
diabete melito, dislipidemias, isquemias cerebrais. Outro grande grupo é o das
doenças infecciosas: meningites, encefalites, encefalites por vírus lentos,
AIDS, sífilis. O terceiro grupo é o dos tumores cerebrais, como os gliomas,
meningeomas, metástases.
Por último temos as demências
pós-traumatismo de crânio que são os hematomas subdurais crônicos e as lesões
axonais difusas e a hidrocefalia.
Desde o nascimento, o ser humano
perde e repõe neurônios – células nervosas responsáveis pela produção e
condução dos estímulos. Com o envelhecimento, a capacidade de reposição dessas
células diminui. “Os resultados são as primeiras falhas de memória, como o
esquecimento de fatos recentes e nomes”, explica o Dr. Nasri.
Nas pessoas mais jovens, as
falhas estão relacionadas a problemas, como distúrbios do sono ou déficit de
atenção
O aumento da expectativa de vida
acarretou mais casos de doenças degenerativas cerebrais. A principal delas é o
mal de Alzheimer, o tipo mais frequente de demência, caracterizado pela perda
progressiva das funções intelectuais.
Segundo o dr. Nasri, os primeiros
sinais da doença se manifestam por meio da perda de memória.
Os familiares devem estar atentos
quando o idoso passa a esquecer nomes e fisionomias com muita freqüência, além
de compromissos e datas. Outros sinais são falta de assunto e iniciativa,
incapacidade de manter um diálogo e respostas monossilábicas.
E a DEMÊNCIA?
Lembramos logo dos conceitos
Caduquice, loucura, esquecimento.
Falta de memória e demência, como
conceituar?
as doenças que provocam alteração
da memória de curta ou longa duração associada a alteração da função cortical a
qual chamamos raciocínio é conhecida como demência.
A memória de curta duração é
responsável pelo que o indivíduo realizou nos últimos dias e nas últimas horas.
Já a memória de longa duração é a
responsável pelo aprendizado, lembranças da infância e de anos passados.
O raciocínio ou funções corticais
superiores são as capacidades do indivíduo de calcular, escrever, orientar-se e
principalmente a capacidade de integrar todos esses conhecimentos.
Quando o indivíduo não reconhece
alguém ou algum lugar ou há quanto tempo ocorreu determinado fato, isso
significa que ele está com alteração de memória e, portanto, com um dos
indicadores para quadro demencial.
A inadequação a diferentes fatos,
como perda de iniciativa e comportamento inadequado, é decorrente de doença do
lobo frontal.
Alteração pequena de memória
recente em indivíduos com mais de 65 anos de idade é considerada normal. Perda
de memória geralmente ocorre na demência, mas a perda de memória, sozinha, não
significa que o indivíduo tem demência. A demência indica problemas com pelo
menos duas funções cerebrais, tal como a perda de memória associada com uma
piora no julgamento ou linguagem. A demência torna o paciente confuso podendo não
se lembrar de nomes e pessoas, podendo ocorrer também alterações de
personalidade e comportamento social.
PRIMEIRA PARTE DA AULA 06/02/2015
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