terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Neurociência da Memória. Palestra para a Rádio CECU EAD. Professor César Venâncio


PRIMEIRA AULA VIRTUAL EAD CURSO DE NEUROCIÊNCIA
Professor César Augusto Venâncio da Silva
CURSO DE NEUROCIÊNCIA 
AEE-CAEE INESPEC. Fevereiro de 2015.
Calendário.
Sexta(s), dias - 06, 13, 20 e 27.
Carga Horária; 32 horas.

A memória é a capacidade de adquirir (aquisição), armazenar (consolidação) e recuperar (evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial).
Assim, para aspectos teleólogico podemos de forma geral dizer que, armazenamento é o ato ou efeito de armazenar, guardar, juntar qualquer coisa em algum lugar de forma que seja possível resgatá-la, consultá-la, usá-la ou consumi-la posteriormente. Pode-se armazenar diversos produtos, desde sólidos, líquidos ou gases. O armazenamento de sementes e materiais de propagação necessitam de condições especiais de estocagem. 


Esse conceito em si não oferece uma base interpretativa para o neurocientista em formação. Então vamos ampliar os campos. Por exemplo: na informática chamamos de armazenamento o ato de armazenar informações em algum dispositivo físico. Um dispositivo de armazenamento é um hardware capaz de armazenar uma quantidade considerável de informação. Nos seres vivos, podemos dizer(Na psicologia) que o armazenamento é a capacidade que os seres vivos têm de guardar ou arquivar de forma organizada conhecimento ou informação que foi adquirida. Para que se tenha o armazenamento, é necessário que a aquisição tenha ocorrido de forma correta e completa para que só assim possa ser colocada na memória.

Inicialmente vamos entender o que é a Psicologia: conjunto de disciplinas acadêmicas, clínicas e industriais relativas à explicação e previsão do comportamento, pensamento, emoções, motivações, relacionamentos, potenciais e patologias.

Esquecer um número de telefone, o que almoçou na semana passada ou onde anotou um endereço importante é normal. Entretanto, colocar a culpa desses esquecimentos na memória nem sempre está correto. Muitas vezes o problema é a falta de atenção.

A memória é uma forma de registrar informações, como se fosse um arquivo e, como todo processo de arquivamento, exige atenção.  No livro Questões sobre memória, o médico Iván Izquierdo, do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), define memória como a aquisição, conservação e evocação de informações. O aprendizado é a aquisição dos dados e as lembranças são a evocação do que foi armazenado; logo, o esquecimento é a falta de evocação. Para absorver e registrar informações que possam ser lembradas é preciso estar atento. As informações absorvidas com atenção são julgadas como úteis pelo cérebro e, por isso, armazenadas.

Será que esse é o limite para entendimento do conceito?

Em um indivíduo sem distúrbios e transtornos neuropsiquiátricos talvez esse conceito possa ser bem colocado.

E nos pacientes com  distúrbios e transtornos neuropsiquiátricos ?

Mecanismos de funcionamento
A memória é um processo complexo que utiliza os cinco sentidos para captar informações e envolve diferentes habilidades e estágios. Falhas em qualquer uma das etapas podem resultar na perda da informação.
Atenção: habilidade de estar atento para absorver as informações.
Registro / Codificação: registro inicial da informação, assim que é recebida pelo cérebro. Nesse estágio é determinado se o dado será armazenado ou não e isso vai depender da atenção despendida e do quanto a informação é significativa.
Armazenamento: se a informação foi registrada, ficará armazenada na memória de longo prazo.
Consolidação: processo de utilização da informação que foi armazenada. Caso um dado não seja utilizado com freqüência, será descartado pelo cérebro.
Evocação / Lembrança: resgate da informação, seja voluntariamente ou porque se fez necessária em algum momento.

A cada informação, uma memória.

É possível classificar a memória de duas formas.

De acordo com a duração da informação:

Memória de trabalho.

Estágio inicial que depende da atenção, dura pouco tempo depois de terminado o evento a que se refere. É utilizada para guardar um número de telefone enquanto está sendo discado. Logo depois, o número é descartado pelo cérebro.

Memória de curta duração ou recente.

O cérebro armazena a informação tempo suficiente para que ela seja utilizada – isso pode corresponder a minutos, horas e até dias. A informação guardada pode ser algo lido no jornal, por exemplo.

Memória de longa duração.

Responsável pela lembrança de episódios ou fatos que aconteceram no passado, também é chamada de memória autobiográfica.

De acordo com o conteúdo da informação ou a função:

Memória prospectiva.

Dá a capacidade de lembrar o que deve ser feito no futuro e exige planejamento. Com essa memória é possível saber que há uma reunião marcada para as sete horas.

Memória verbal.

Lembrança de eventos que envolvem palavras como, por exemplo, uma história contada por alguém ou a 
letra de uma música.

Memória Visual.

Utilizada para lembrar-se de figuras ou imagens.

Memória de procedimento.

Envolve a lembrança de um procedimento associado a uma habilidade motora ou hábito, como andar de bicicleta, nadar ou dirigir.

No Centro de Atendimento Educacional Especializado do INESPEC, CAEE. Esse curso objetiva instigar os professores especialistas, a partir do conhecimento a identificar as Falhas freqüentes na perca da memória. Seja no conceito sociológico, seja, e principalmente no campo da neurobiologia, ou neurociência aplicada.

Temos alunos com Síndrome de Down. Será que se aplica o nobre conceito do Dr. Iván Izquierdo, do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)?

E a memória na Síndrome do DOWN?

Veremos mais a frente.

Agora, vamos ver alguns pontos relevantes na falhas fisiológicas da memória.

No Centro de Atendimento Educacional Especializado do INESPEC, CAEE. Esse curso objetiva instigar os professores especialistas, a partir do conhecimento a identificar as Falhas freqüentes na perca da memória. Seja no conceito sociológico, seja, e principalmente no campo da neurobiologia, ou neurociência aplicada.

Temos alunos com Síndrome de Down. Será que se aplica o nobre conceito do Dr. Iván Izquierdo, do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)?

E a memória na Síndrome do DOWN?

Veremos mais a frente.
Agora, vamos ver alguns pontos relevantes na falhas fisiológicas da memória.

Em geral, os problemas de memória começam a se apresentar depois dos 60 anos. Nas pessoas mais jovens, as falhas freqüentes estão relacionadas a outros problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção. “Quem dorme mal, pode mostrar-se mais irritado e com menor capacidade de concentração durante o dia, o que vai incidir diretamente na memória”, explica a pesquisadora Camila Prade, neuropsicóloga do Centro de Reabilitação do HIAE.

Segundo a neuropsicóloga, a atenção é uma das funções mentais mais atingidas em casos de estresse, depressão, ansiedade e fadiga e, por conseqüência, os problemas começam a aparecer na memória. “Quando lidamos com muitas informações, nosso cérebro prioriza algumas e descarta outras, assim detalhes como ‘onde está a chave do carro’ podem ser esquecidos e confundidos com problemas de memória”.

Doenças degenerativas.

Muitas doenças chamadas de "degenerativas" são responsáveis por quadros  demenciais, entre elas: Doença de Alzheimer, diabete melito, dislipidemias, isquemias cerebrais. Outro grande grupo é o das doenças infecciosas: meningites, encefalites, encefalites por vírus lentos, AIDS, sífilis. O terceiro grupo é o dos tumores cerebrais, como os gliomas, meningeomas, metástases.

Por último temos as demências pós-traumatismo de crânio que são os hematomas subdurais crônicos e as lesões axonais difusas e a hidrocefalia.

Desde o nascimento, o ser humano perde e repõe neurônios – células nervosas responsáveis pela produção e condução dos estímulos. Com o envelhecimento, a capacidade de reposição dessas células diminui. “Os resultados são as primeiras falhas de memória, como o esquecimento de fatos recentes e nomes”, explica o Dr. Nasri.

Nas pessoas mais jovens, as falhas estão relacionadas a problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção

O aumento da expectativa de vida acarretou mais casos de doenças degenerativas cerebrais. A principal delas é o mal de Alzheimer, o tipo mais frequente de demência, caracterizado pela perda progressiva das funções intelectuais.

Segundo o dr. Nasri, os primeiros sinais da doença se manifestam por meio da perda de memória.
Os familiares devem estar atentos quando o idoso passa a esquecer nomes e fisionomias com muita freqüência, além de compromissos e datas. Outros sinais são falta de assunto e iniciativa, incapacidade de manter um diálogo e respostas monossilábicas.

E a DEMÊNCIA?

Lembramos logo dos conceitos Caduquice, loucura, esquecimento.

Falta de memória e demência, como conceituar?
as doenças que provocam alteração da memória de curta ou longa duração associada a alteração da função cortical a qual chamamos raciocínio é conhecida como demência.
A memória de curta duração é responsável pelo que o indivíduo realizou nos últimos dias e nas últimas horas.

Já a memória de longa duração é a responsável pelo aprendizado, lembranças da infância e de anos passados.

O raciocínio ou funções corticais superiores são as capacidades do indivíduo de calcular, escrever, orientar-se e principalmente a capacidade de integrar todos esses conhecimentos.

Quando o indivíduo não reconhece alguém ou algum lugar ou há quanto tempo ocorreu determinado fato, isso significa que ele está com alteração de memória e, portanto, com um dos indicadores para quadro demencial.

A inadequação a diferentes fatos, como perda de iniciativa e comportamento inadequado, é decorrente de doença do lobo frontal.

Alteração pequena de memória recente em indivíduos com mais de 65 anos de idade é considerada normal. Perda de memória geralmente ocorre na demência, mas a perda de memória, sozinha, não significa que o indivíduo tem demência. A demência indica problemas com pelo menos duas funções cerebrais, tal como a perda de memória associada com uma piora no julgamento ou linguagem. A demência torna o paciente confuso podendo não se lembrar de nomes e pessoas, podendo ocorrer também alterações de personalidade e comportamento social.

PRIMEIRA PARTE DA AULA 06/02/2015

Anatomia e Fisiologia Humana Aplicada, 2014

Sinopse O presente e-book tem por objetivo geral proporcionar aos discentes do autor, que frequentam o Curso Presencial e Semipresencial no EAD, através de informações científicas e atualizadas, oportunidades de revisão e fixação de aprendizagens. A obra tem por OBJETIVO GERAL: Capacitar pessoas para atuação em Laboratórios de Análises Clínicas, exercendo a função de Auxiliar Técnico em Análises Clínicas, prestando serviços desde a recepção até o auxílio ao Bioquímico ou Biomédico, na Colheita de Materiais e na Realização de Exames nas mais diversas áreas, além de desenvolver o conhecimento de todo o processo de trabalho em Laboratórios de Análises Clínicas.

Livros do Professor César Venâncio, publicados na Editora Bookess




 http://www.bookess.com/books/listing/category/medicina/page/4/